terça-feira, 30 de dezembro de 2014

7 - CIDADÃO QUEM (2007)

Sétimo álbum da banda, e o primeiro verdadeiramente consistente. Por mais que em alguns momentos tenha pego a onda Coldplay - faixa "O amanhã colorido" por exemplo - ele apresenta um novo perfil sonoro da banda.

Guitarras sempre presentes, com o baixo de Luciano Leindecker carregando algumas canções como "Onde eu cresci" e "Eu e você" sendo que essa última eu não entendo como não foi escolhida single - "Amar você, sem medo do perigo... te olhar sem querer te ver como inimigo".

Como sabemos, Infelizmente Luciano faleceu e Duca já deixou claro que a Cidadão acabou. Fica essa excelente obra para bons ouvidos.


domingo, 28 de dezembro de 2014

SINTONIA












Vibrar

Posso até

Gritar

Bater o pé

Fazer das tripas coração

O que eu vejo ?

O meu desejo

Refletindo

Seu desejo

Um vai e vem

Lábios

Bocas

Entre ambas

A mesma pulsação







domingo, 14 de dezembro de 2014

TEMPORIZADOR













Tanto faz

O tempo voa

Em milésimos

 O dia vai

Seja relativo

Subjetivo

Ocupado

Jogado fora

Em milésimos

 O dia vai

Tanto faz

Viva ou morra

O que foi escrito

Não se apaga

O que foi dito

Não se cala

Em milésimos

A vida vai









sexta-feira, 28 de novembro de 2014

BRASIL DIVIDIDO?



      

      O Brasil além de não ter sido mais descoberto por Pedro Álvares Cabral, agora ficou dividido.
      Fico estupefato com a criatividade da mídia golpista  e dos jornalões puxa-sacos da casa grande que vivem de criar slogan para defenestrar os locatários indesejados do planalto.
      O movimento popular, pífio em radicalismo, subserviente ao capital e minimamente desenvolvedor de políticas sociais é visto pelos simpatizantes do conservadorismo de direita como um Josef Stalin que deve ser banido para a antiga prisão siberiana.
      Uma prova cabal que a elite “jacu”, cafona e grosseira, a elite Brasileira é desprovida de qualquer bom senso foi a vaia da presidenta Dilma.
      Os ocupantes da casa grande não medem esforços para rever seus apaniguados no poder, os únicos merecedores de um “enterro de penacho”.
      A revista‘Veja” ,“época” e "isto é" mostraram como ser um veículo de imprensa subserviente aos coronéis e empresários detentores da maior parte do capital do país.
      O agenda setting, o preconceito social, e o massivo discurso midiático dos ícones do futebol, ex-artistas pornô , atores de novela, o “reaça” do Lobão e os descerebrados do stand –up foram os fiéis cabos eleitorais do PSDB. Tudo em vão.
      Por outro lado, Chico Buarque, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, o talentosíssimo Chico Amaral, Luiz Fernando Veríssimo entre outros artistas renomados foram alguns dos Cabos eleitorais da petista.
      Essa eleição entra para história como o primeiro confronto de ideias entre a casa grande e a senzala. O slogan do Brasil dividido não irá germinar. A razão venceu a mídia.





segunda-feira, 17 de novembro de 2014

QUEM NÃO TEM...

Nunca fui muito devoto dele, mas ele faz parte de nos, precisamos dele para dar equilíbrio a nossa vida. Quem nunca o teve? Todos já sentiram sua presença, a sensação de receio, da ameaça. Pavor seria a sua ênfase, angústia seria seu sobre nome, pânico seria seu fetiche.  Nunca sabemos quando ele pode aparecer, quando aparece da carteiraço, na maior cara de pau. Quando chega manda e decide, não importa hora, lugar, vem sem data marcada, não pede licença, muda os planos, os caminhos, nossos hábitos, somos apenas coadjuvante de seus rompantes... Mas ele tem preferência, por aqueles que se preparam antes, não há como contar vitória antes de enfrenta-lo, tendo a dúvida, dar um passo sem antes consulta-lo... Porque sempre precisamos de seu aval? Do seu voto de minerva, sua aprovação..  Não podemos ficar reféns dele, só quem convive com ele, é quem o cultiva..." Medo " em  uma cabeça cheia de medos, não há espaço para sonhos. Um pouco de medo é essencial para a nossa sobrevivencia, tudo mundo tem. O que precisamos e aprender a dosar ele.  Meu maior medo é de não ver meu filho crescer, de não estar no momento em que ele mais precisar, de ajudar as pessoas porque não sei me ajudar, de escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior é acordar um dia e não ter um sonho para realizar, de não saber amar, de escrever para não pensar...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

ELE CONHECEU ELE




    Pela primeira vez ele teve coragem de realizar um ritual místico. Lembrou que Marcelo Motta da O.T. O recomendou: quer se conhecer? Pratique expansão mental.
    Ele não via a expansão mental no sentido pejorativo e sim como um atalho para o autoconhecimento.
    Santo Daime, Jurema, União do Vegetal e outros conseguiram canalizar os benefícios da evolução que proporciona conhecer a si mesmo através de certas substâncias.
    Lembrou-se do que ocorreu com o ator cômico de programa popular humorístico Eduardo S. O ator realizou o ritual do Santo Daime e sua única vontade era ficar só. Pode-se presumir que o contato com ele mesmo não foi bom.
    Deve-se considerar que em muitos casos pode ser o enjoo que a gestão do chá do ritual pode causar, mas, o citado rapaz não se queixou de enjoo. Será que ele não se causou uma boa primeira impressão?
    Apesar do exemplo citado ele realizou pela primeira um ritual místico. Pedras do Roncador, agua da lagoa encantada e a caverna escondida ao pé da serra foram suficientes.
    Ele conheceu-se, adorou-se e por fim ficaram amigos. Começara aí uma eterna amizade.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EFEITO DO AMOR OU VINÍCIUS DE MORAIS


Aí, depois de tempos eu te reencontro, te vejo. Mas me seguro e vinjo tudo estar bem em sua frente, mas no fundo isso ainda não está...  Porquê isso acontece ? Meu coração novamente disparou rapidamente, acelerou. Me senti tão vivo, tão feliz por estar perto de você. Não tão perto como realmente eu desejaria estar, estou perto de outro modo, mas estou perto de você. Estamos rodeados por nossos amigos que por sinal são incomuns, mas novamente no meio de todos, meus olhos só vêem você, ou só querem ver você? Talvez...
Aí vem.. vem mil pensamentos, mil lembranças, mil recordações, mil saudades, vontade de sentir sua pele, seu cheiro, seu abraço ou simplesmente de ouvir sua voz sussurrando ao meu ouvido.
A tua voz, talvez seja ela que me acalme ou acalme o nervosismo, o acelerado que em meu coração sua presença causou. Como é bom te ver bem, claro seria melhor ti ter comigo. Não que eu não esteja bem, estou, mas contigo eu estaria muito melhor. Mas só de ver esse sorriso que muito tempo, foi causado por mim, já me faz sorrir. Inexplicável sentir novamente a mão suar, a voz não sair ou ficar nervoso por estar perto de você. É inexplicável eu sentir toda a sensação de uma paixão florescer novamente, e que no passado eu já senti isto tudo por ti e pelo que vejo, não só vejo mas, sim sinto isto tudo novamente, sinto que nada passou, nada mudou, sinto que ainda é paixão? Ou é amor? Isso não sei, só sei que pra mim nada mudou...
Mas o que fazer se dê meu coração você não saí, se essa saudade imensa que eu sinto por ti nunca me deixa em paz. Pra falar a verdade, achei que esse sentimento tinha ficado realmente no passado nas lembranças, na minha história... Esses dias me pequei distraído, deitado na cama numa noite não tão fria, lembrando de tudo que passamos, tudo que vivemos e sinto, que você ainda vive em mim. Talvez não, pensei "é a saudade" saudades dos tempos. Mas só que hoje, é hoje, quando te vi,  senti que não era só saudade, senti que de novo tudo estava brotando de um jeito inexplicável...
Que sensação foi essa novamente ? É loucura né? Depois de tanto tempo eu vim sentir tudo isso novamente. Como se fosse natural, ou é natural, talvez seja que na verdade eu ainda te ame. Será que isso é amor ? bom se isso não for talvez eu realmente não saiba o que é amar. Vi novamente o medo de sofrer, só que maior que isso, é o meu amor por ti. Um amor louco, tão louco, pois nós eramos loucos, e foi essa nossa loucura que nos prendeu por algum tempo. Hoje sinto falta dessa nossa loucura. Fomos cada um para um lado, nossos caminhos mudaram de rumo, mas  ainda lembro de tudo. Talvez nossos caminhos no futuro, quem sabe, posam nos juntar novamente. Por que no meio disso tudo ainda tem um ponto de interrogação, pois parece que o ponto final, ainda não chegou. Ou talvez não, ou eu apenas continue com essas lembranças, as mesmas lembranças que me arrancam sorrisos sem eu perceber, e que ainda por muito tempo poderá arrancar. É sorrisos bobos, porque o meu amor é bobo, louco.. mas verdadeiro. Eu sei são loucuras de um amor. Mas o que eu posso fazer,  já que me perdi no meio desse sentimento... O que fazer já que é amor, o meu amor...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PSDB PRECONCEITUOSO E INCOMPETENTE





     Essa campanha eleitoral está superando as expectativas das elites e tirando o sono dos desenvolvimentistas.
     É notório que o núcleo duro do PSDB é latifundiário, preconceituoso e plutocrático.
     Fernando Henrique Cardoso apenas ilustrou de forma polida a aversão dos setores elitistas e despolitizado brasileiro.
     Elitista pela obviedade do príncipe dos sociólogos ao referir-se aos nordestinos como uma população com defeitos intelectuais devido a desinformação.
     Qualquer eleitor nato do PSDB possui a mesma linha de raciocínio. Ele é avesso a programas sociais, falam em Cuba como se fosse a “Eurásia” de George Orwel, e regurgitam discursos inflamados contra  a Bolívia  por retomar seu petróleo tal qual fez o Brasil na era Vargas, lançam impropérios contra a Venezuela como se Hugo chaves ainda vivo fosse. Verdadeiro mar de ignorância que passa ao largo do bom debate no campo das ideias.
      Setores mais privilegiados da pirâmide social brasileira sentem muitas saudades do tempo em que viajar de avião era para poucos, automóvel zero quilometro era prazer nababesco, salivado por milhões de olhos excluídos do mercado consumidor .
      Outro fator grave é a intolerância com as minorias GLBT e o movimento negro.
      Se consultar um eleitor alinhado com o PSDB, ele dirá que programas sociais atrasam o governo, é assistencialismo , racismo no Brasil não existe etc.
      Se o benefício Federal for para alguém que habita a casa grande brasileira, o estado tem o dever, segundo o morador da Casa-Grande,  de fomentar investimento para gerar capital a iniciativa privada para trazer divisas para o país.
      O eleitor do PSDB não aprendeu com crise do Lehman Brothers em 2008.
      O eleitor de Aécio Neves vota contra o seu próprio povo por não ter memória do fracasso do real que explodiu em irreversível desvalorização perante o dólar, desvalorização necessária para consertar a maquiagem econômica de FHC, supervalorizou a moeda para incentivar um consumo reprimido e ainda ser o primeiro presidente não ético reeleito.O eleitor do PSDB vive para a casa-grande, o do PT para a senzala.





sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ELITE + PSDB = DISCURSO EMBOLORADO



      Na última semana de campanha eleitoral é possível ver claramente os projetos antagônicos apresentados por Aécio Neves e Dilma Roussef.
      O projeto de Aécio Neves consiste em ampliar as vias neoliberais onde a presença do estado deve ser mínima com desigualdade social ampliada em nome do mercado.
     Qualquer cidadão minimamente informado lembra-se quando a PETROBRAS foi renomeada para PETROBRAX no intuito de ficar mais palatável em uma possível privatização e voltou a ser PETROBRAS devido a estupidez e subserviência ao mercado de Wall Street.. 
     Da mesma forma esse mesmo cidadão reconhece que foi um equívoco eivado de propinas a privatização da VALE DO RIO DOCE.
     Na parte de corrupção basta citar a compra de votos para reeleição onde um presidente legislou em causa própria com o aval das elites, Rede Globo, folha de São Paulo e a plutocracia em geral.
     O projeto de Dilma consiste na transferência de renda através do Bolsa família e outros programas.
     As elites, os moradores da casa grande, detestam qualquer forma de transferência de renda. O preconceito é tão gritante que pessoas pertencentes a elite ou suposta elite, afirma que o bolsa-família é uma forma de fomentar os pobres a usar os  filhos como modo de sobrevivência. Quer maior exemplo de preconceito ?
    Gregório Duvivier, ator e criador do site “porta dos fundos”, foi insultado por ser simpatizante de Dilma Roussef.
    O ator Dado Dolabella chamou o ator de “marginal’ por declarar voto à petista.
    É natural a crítica advinda das elites, reflete a insensibilidade com a ínfima transformação social que ocorreu no Brasil,mas, preferem os discursos “embolorados” de sovietização, Hugo Chaves etc.
    É muita irresponsabilidade intelectual ou ignorância afirmar que alguém teria condições políticas de  fazer algum regime totalitário no Brasil.
    Por esse rebaixamento do debate é que a direita evoca generais de pijama por vislumbrar no Brasil uma sociedade capitalista ao estilo do nosso vizinho Paraguai, de Horácio Cartes.




quarta-feira, 15 de outubro de 2014

FIM DA TARDE






Fim da tarde torno a rever

Ele estava a esperar

Ver-me retornar

Os segredos que ninguém pode saber

Ao menos imaginar

Por favor, não vá contar

Como tão normal eu posso ser

Sem futuro a me esperar

Você não estava lá

Quando todo mundo já

Partiu

O estrondo já ouviu

Meu mundo desmoronar

Nesse instante tento me mexer

Uma alegria perceber

Mas desabo no sofá

Homem feito em pleno entardecer

Querendo só morrer

Você não vai voltar




quinta-feira, 2 de outubro de 2014

JULIÃO , O BRASILEIRO



    
    A personagem mais brasileira que conheço chama-se Julião.
   Julião é o inteligente e pobretão parente distante de Jorge no romance “O primo Basílio” de Eça de Queiroz.
   Julião é advindo da classe proletária portuguesa, similar a atual classe “C” brasileira, inadaptado e isolado; um materialista revoltado contra a sociedade porque se sente desprezado por esta, almejava pertencer economicamente ao invejado circulo de seu parente engenheiro.
   Em meio ao clímax da novela, Julião chega mesmo a ser humilhado por Basílio quando fora visitar Luíza, esposa de Jorge.
   A humilhação foi registrada em forma de queixa a um amigo, no calor da emoção dizia se orgulhar de suas botas proletárias, mas dignas.
   Julião por ser inteligente e desprovido de renda digna, é o que mais sofre no romance.  Recebeu apelidos sugestivos como "tripa velha", " isca seca", " fava torrada", " saca rolhas".
   Nas páginas finais da obra, Eça de Queiroz presenteia o herói com uma vaga na esfera pública lisboeta.
   Julião dá adeus as humilhações e privações de todas as páginas passadas, agora é que a vida começa.
   Agora classe média , Julião desprezava os pobres e abraçava os valores da nobresa portuguesa, similar aos valores da elite brasileira.
   A semelhança entre Julião e os eleitores de Marina Silva, entre eles a rede GLOBO , não será coincidência , será aristotélico. A vida imita a arte!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

EVITANDO O INEVITÁVEL...

Tento todos os dias evitar ele, mas por mais que eu tente não ha como evita lo, ele sempre da as caras durante o dia, mas é no final de semana que quase sempre ele me acompanha, não tem um horário certo as vezes ele aparece depois do almoço, ou no final da tarde. Tento fugir, escapar mas parece que ele me acha para atormentar, infelismente ele faz parte de nos, serve como uma espécie de anti monotonia quando ficamos inquietos, quando nada nos satisfaz ou quando entramos no modo automático. Pego um livro, mas não consigo ler, vou para os cadernos, mas não consigo ter concentração, estudar as leis é um pouco complexo, exige interpretação, mas quando ele esta por perto ele me toma, busco refúgio nas cordas do violão, no campo harmônico que traz a sua suavidade indescritível. E só assim sou transportado para longe e consigo romper aquela sensação,  que quando bate faz parecer que todos os dias são iguais, mas não são, só são quando ele da as caras, e dai eu digo; Putz lavem o tédio...

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

BALANÇO DA REDE



O verso que livre vem
O inverso do que ficou
Entendo de onde vim
Até o momento
Em que aqui estou

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CLONES DE VERDADE



     Li o artigo de Jaques testar. Nele, o cientista que foi o pioneiro na reprodução “ in vitro”, alerta para  o perigo de haver um comércio de espermas como mera mercadoria. O DNA etiquetado.
     Nele o doutor compara essa possibilidade de mercado ao comércio pecuarista, onde cinquenta touros são responsáveis por todo o mercado de carne Europeu. Resumindo, 50 ou 60 touros são “pais” dos 240 mil que são comercializado no mercado pecuarista.
     No Brasil não é muito diferente, o mercado de espermas bovinos é o que mais cresce.
Não é impossível de imaginar que o mercado de desejos humanos consiga chegar nesse segmento. O DNA humano.O bebê perfeito.
     O bebê perfeito seria o estereótipo do “bebê Jhonson”,louros e de olhos azuis. Todos iguaizinhos. Você acredita que o senso-comum e as elites vão querer algo diferente?

    Se na Europa isso já causa temor,imagina quando chegar no Brasil? Povo e políticos corruptíveis por um baixo preço, elite desejosa de diferenciar-se do biótipo brasileiro. Seremos um dos primeiros laboratórios de clones oficiais no mundo. Lembrei da novela “O clone”.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tenho!


Hoje tenho ódio das aparências, dos perfis perfeitos nos aplicativos, da compreensão fingida do início. Hoje tenho ódio da paixão que não continua com os defeitos. Hoje tenho ódio de quem se apresenta de um jeito para agradar e não assume o que é desde o primeiro encontro. Espumoso ódio daquele que tudo concorda para depois sabotar, que tudo aceita para depois sonegar, que tudo quer para depois rejeitar. Indomável ódio da loucura invisível das pessoas, que são sempre certas e exatas em seus raciocínios e volúveis em seus desejos. Imenso ódio dos que jamais dobram os braços para agradecer e os joelhos para rezar. Absoluto ódio da confiança, palavra traiçoeira, que é apenas mais um sinônimo para esperança. Insaciável ódio das frases ditas para sempre e que não duram nem alguns meses. Invejável ódio da convivência de afeto, espaçado e de ternura episódica. Incomparável ódio do egoísmo disfarçado de independência. Implacável ódio da crueldade que todos recebem quando se desarmam por completo. Incompreensível ódio de me expor, pois não há como se esconder dos próprios sentimentos.
Hoje estou desencantado do Amor. Mas só hoje...

domingo, 24 de agosto de 2014

NOITE A DENTRO VIDA À FORA







Seguia eu pela noite

Lua, ruas, esquinas

Uma luz, um bar

Alguém, um copo e um gelo

Sonhos

Fantasias

Mentiras e frustrações

Seguia eu pela madrugada

Ruas, breus, um beco

Som, um canto

Alguém, cânhamo e isqueiro

Ideologias

Fantasmagorias

Mentiras e decepções

 Seguia eu pela vida...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Minha visão...



A realização de um sonho depende de muita dedicação, esforço e persistência. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e fins de semana, pelo menos uma centena de vezes. O meu sucesso esta sendo construído à noite, mas para você obter um resultado diferente da maioria, você tem que ter persistência e amar o que esta fazendo. Se fizer igual a todos, terá os mesmos resultados de todo mundo. Eu não me comparo à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp e comendo batatinha frita, você terá que planejar seus passos, enquanto os outros permanecem a frente da televisão, você terá que trabalhar, em quanto os outros estão tomando sol a beira da piscina. Um sonho depende de sacrifícios, há muita gente que espera o sonho se realizar por mágica, mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tirá ninguém de onde está. Na verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer, encontra uma desculpa. Mas lembre-se nunca é tarde demais ou cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limites de tempo. Comece quando quiser, mude ou continue sendo a mesma pessoa. Não há regras para isso. Você pode tirar o máximo proveito ou o mínimo. Espero que tire o máximo. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela, espero que encontre forças para começar tudo de novo...

sábado, 16 de agosto de 2014

O povo burro, copa e segundo turno


         O Brasil, ou melhor, a seleção brasileira foi derrotada em sua própria casa, prato cheio para o “Tea party” brasileiro agir utilizando a frustração do povo, a derrota, o seu ópio estragado por quatro anos.
         Se mergulharmos na história recente do Brasil, veremos que “jogadas de marketing” sempre foram armas eficazes para “manear” e controlar o povo-gado.
        O populacho domina e é dominado pelo facebook. É possível que seja a mídia que mais o atinge.
        É lá no “face” que vemos a atuação dos “adeptos-manipulados” do “Tea party” brasileiro espalhando viral e inconscientemente o discurso e ideias como o “#não vai ter copa” etc.
        Mídia e internet não param de bombardear  nossas mentes com o lado negativo da copa, descalabros da FIFA, gastos excessivos do governo Dilma que será pago por você cidadão idiota e outras formas pejorativas em ralação ao governo.
        Um discurso com total falta de embasamento como o “#não vai ter copa” foi comprado pela parcela manipulada da sociedade que infelizmente é a maioria.


        A  direita sabe que tem mínimas chances de conseguir vencer a eleição presidencial ,mas se conseguir atrapalhar um pouco levando a eleição para o segundo turno, seu papel já pode-se considerar bem feito.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O não-lugar



          Belo final de tarde, eu, na estrada.
          Paro para vislumbrar quem vem e quem vai, desce ou sobe, parte ou chega.
          Dentre as opções anteriores, a maioria que está cruzando a estrada não vai ou vem, apenas ficam.
          São pessoas que são ou tornaram-se do lugar.
          Pertence a elas o chão e o desgaste do mesmo que elas lhe causaram entre suas eternas idas e vindas.
           Lugar, pertencimento, enfim, pertencer a um lugar parece algo simples, mas não é.
           O que nos prende a um lugar é tão sensível e tênue que é quase inexistente.
           Na verdade o lugar não prende ninguém, mas, as pessoas sim e as lembranças que elas causam.
           Do mesmo modo o que nos faz sair e repulsar algum lugar são elas, as mesmas pessoas e lembranças.
           São mágoas e más lembranças que nos fazem agir e tomar atitudes de mudança, muito mais do que a perspectiva de vitórias e prazeres.


          O que pode ocorrer também é que a pessoa pode estar causando mal para si mesma. Nesse caso de nada adianta trocar de endereço. É mais prático e saudável trocar de mentalidade.





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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Um Junkie em Dourados




       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.      
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.
       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.






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terça-feira, 15 de julho de 2014

QUEM SOFRE O PECADO ?


          O conceito de pecado é interessante. Eu como descendo dos silvícolas, compreendo a dificuldade de meus antepassados em compreenderem esta latina palavra.
        Não é a palavra em si, mas sua amplitude semântica, melhor traduzindo, o conjunto de elementos que compõem esse sentido.
        Hoje, ano de 2013, posso dizer que algo errado e pecado deveriam ser sinônimos. Não é! É muito mais.
        É possível afirmar que pecado é uma ação. Se há uma ação deve haver quem a cometa e quem  sofre seus efeitos.

       Como se chama quem sofre a ação do pecado?


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ele conheceu ele.




        Pela primeira vez ele teve coragem de realizar um ritual místico. Lembrou que Marcelo Motta da O.T. O recomendou: quer se conhecer? Pratique expansão mental.
        Ele não via a expansão mental no sentido pejorativo e sim como um atalho para o autoconhecimento.
        Santo Daime, Jurema, União do Vegetal e outros conseguiram canalizar os benefícios da evolução que proporciona conhecer a si mesmo através de certas substâncias.
        Lembrou-se do que ocorreu com o ator cômico de programa popular humorístico Eduardo S. O ator realizou o ritual do Santo Daime e sua única vontade era ficar só. Pode-se presumir que o contato com ele mesmo não foi bom.
        Deve-se considerar que em muitos casos pode ser o enjoo que a gestão do chá do ritual pode causar, mas, o citado rapaz não se queixou de enjoo. Será que ele não se causou uma boa primeira impressão?
        Apesar do exemplo citado ele realizou pela primeira um ritual místico. Pedras do Roncador, agua da lagoa encantada e a caverna escondida ao pé da serra foram suficientes.
        Ele conheceu-se, adorou-se e por fim ficaram amigos. Começara aí uma eterna amizade.



segunda-feira, 30 de junho de 2014

ÉRICA





E Érica abre a janela do seu quarto
Fica feliz em saber 
Que será mais um dia de sol
Pensa no seu dia, trabalho
Faculdade, seu amor
Aquela conta que esqueceu do mês, que já acabou

...

"És eternamente responsável, por quem cativas"
"Controle suas emoções ou elas vão te controlar"
Lembra dos conselhos do seu velho, 
E decide que, no finde vai visitar seu pai

.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( Parte V final )




    Maurinho explicou-me que o homem entra em contato com a natureza através da ação sobre ela: - Não é errado arar a terra para produzir seu alimento,  tão pouco produzir excedentes para trocar ou comercializar com o vizinho. Com certeza ele produzirá outro alimento ou algo que será útil a você que poderá ser trocado ou comercializado também.
      Maurinho foi além, disse-me que se deve levar em conta além da subsistência; a existência.
      Ouvindo  voz daquele homem de gestos simples e suaves, educação impecável, soube que estava diante de um grande ser.
     Um ser digno e nobre que herdou uma missão; não digo invejável, mas, louvável e recompensadora: Ser responsável pelo Portal do Roncador, entrada da Serra onde encontra-se um dos mais famosos  picos do roncador, visitado por pessoas do mundo inteiro, chamado de “Dedo de Deus”.
      Maurinho dizia: - O homem não precisa de status. Precisa executar suas vontades nobres. É aí que mora a existência. Em tom professoral continuou:  - subsistência é como subsistir. É uma “quase vivência”. Não chega ser uma vida, subsistir é menos que viver. Se lembrarmos de que a maioria dos brasileiros e outras subnações estão na mesma condição, compreender isso torna-se triste e constrangedor.

                                             (in memorian a Sandro Vedoy da Silva)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

TEMERÁRIO






Tanto medo do verso
Do resto
Do teto que ameaça cair.
O tijolo
O bloco
O concreto
O acabamento que ainda está por vir.
Tanto verso do medo
Do teto
Do resto que acaba de cair.
O acabamento concreto
O bloco
O tijolo que ainda está por vir.
Tanto verso concreto
O resto
O concreto que ainda está por vir.
O tijolo
O teto
O verso que acaba de cair.
Tanto medo do bloco
Do Baco

O resto que ainda está por vir




quinta-feira, 12 de junho de 2014

FRAGMENTOS DE VIAGEM À CIDADE DE "Z" ( continuação IV )







     Percy Fawcett teria descoberto em suas explorações na América do Sul uma espécie de estátua que descrevia um mapa, tal mapa indicava que na região entre Barra do Garças e Nova Xavantina haveria uma cidade evoluída que mantinha relações extraterrestres. Cidade esta  cuidada pelos índios da região que tinham ética suficiente para conviver com tamanho conhecimento e poder, muito contrário da maioria dos homens de nossa sociedade consumista e capitalista.
     A entrada dessa cidade, uma espécie de Atlanta, se daria no portal do Roncador.
     Portal do Roncador é uma reserva ecológica onde há formações rochosas encaixadas em formato de chaminés de barro, ou melhor descrevendo, picos rochosos de grandes altitudes. O lugar tem desenhos rupestres, escritas de outros povos que a princípio não pertenciam a essa região, aparições ufológicas, pontos de luz e inúmeras ordens esotéricas. Lá conheci Maurinho.





sexta-feira, 6 de junho de 2014

REGRESSÃO






Perante o labirinto do tempo:
O passado vai e vem em uma velocidade
Que se compara à própria luz.
A mesma que se reduz,
Quando as lembranças perdem o seu brilho.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

EDGAR



Poeta!
Observa as estrelas
Polvilhadas em um céu infindo.
Tal qual  flocos de neve dos anos
Que desponta em sua vasta cabeleira.
Quem diria?
Você futuro de ontem, passado do futuro,
Ausente no presente.
Há poeta!
Quantos endereços?
Quantas culturas?
Quantos amores platônicos?
A cornucópia dos iletrados
Escarnece de seu ofício,
Suas pífias letras, obsoletos versos
E um vasto coração.
Lastro do moderno e do antigo
Mergulhado com sutilezas, safadezas,
Destrezas e tristeza que estava
Selado,
Script ensaiado
Nas linhas de suas mãos.
O gato que ri de Alice,
Já foi preto e tinha uma forca desenhada no pescoço.
O contista foi encontrado morto no esgoto.
Até hoje ouço o seu corvo,
Que era o mesmo de Berger.
Ele gritava:

Nunca mais!
Nunca mais!
Nunca mais!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

MÍDIA E ELEIÇÃO: VENÇA QUEM VENCER




     É possível afirmar que as empresas de radio, televisão e jornal, enfim a mídia nacional tende a ser cooptada pelo poder federal. Não há ideologia nos negócios.
     Assis Chateaubriand idealizou a televisão brasileira de elite para as elites e, para as massas, o acesso ao aparelho viria na velocidade da democracia após 1964, lenta e gradual.
     Mesmo não sendo Chateaubriand a pessoa que recebeu os dividendos por tal investimento, a idealização da T.V elitizada se confirmou. O ideal branco e rico.
     Um observador atento poderá perceber esse fetiche ariano na T.V brasileira ainda nos dias de hoje.
     Lógico que hoje temos uma inegável diversidade, fruto de lutas das categorias alijadas do processo de pertencimento e de consumo que o veículo deve propor.
     Mesmo sabendo que os outros grupos sociais e étnicos seriam a solução para suprir uma demanda reprimida de consumo, a mídia brasileira, principalmente a televisão, relutou em dar acesso a tais grupos.
     Adaptando-se a nova realidade, a T.V não mais utiliza de artifícios para “vender” seu candidato à presidência. Coisa que fez até a segunda eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).
     Com Fernando Collor de Mello (Collor) e Fernando Henrique Cardoso (FHC) o candidato oferecido fora comprado pela patuleia (Nós).
     A fórmula mostrou-se desgastada com José Serra e Geraldo Alckimim. Ambos por não possuir carisma, coisa que Lula tem de sobra. Mídia vende, mas não faz milagres.
     Em 2014 pode-se notar um tom menos agressivo ou até amistoso com o governo e oposição. O popular “lavar as mão como Pilatos”.
     Essa atitude tem várias Razões óbvias, entre elas a de que após três mandatos petistas mídia e governo já tenham muitos interesses em comum. A outra se refere aos anos que a direita foi companheira da mídia brazuca e uma vitória desta seria a volta dos bons tempos.


     Para a mídia brasileira a eleição presidencial tem o seguinte cenário: quem vencer que vença.





sábado, 3 de maio de 2014

Vida a fora, noite a dentro - 1



Escorado do lado de fora da festa, Gabriel devora um espetinho de carne com um refri que ajuda a não descer a seco, enquanto espera seus parcerias. Conclui que sim, deveria ter ouvido seus pais e trazido uma blusa. Carros vem e vão, eles ainda esperançosos em uma virada na noite, e elas... estavam mais belas no inicio dessa função toda. Hoje ele entende o lixo e o luxo disso.


Avalia a noite (3 e um cel) e onde pode melhorar. Observa uma guria sentada na beira da calçada com a cabeça entre os joelhos repetindo o nome do ex, e fica feliz em saber que sabe fazer festa sem bebida. Uma amiga segura seus cabelos enquanto um desconhecido filma a cena toda em seu smartphone, e pergunta a moça embriagada: “Por acaso tu comeu pizza?”. 


Vê gente alta e baixa, em altura e lucidez. Se questiona em como pode ser engraçado e contraditório, encher um lugar com pessoas vazias (merda... já tô ficando cabeça de novo... vou dar um tempo no Pink Floyd...) e se esforça para não esquecer de anotar isso em seu caderno de composições. É empurrado por pessoas fugindo do início de uma briga – cadeiras e garrafas voando, nada de mais. No meio do bolo enxerga Bruno, um dos parcerias. “6 cara!!! 6 cara!!!” diz entusiasmado ele os fatos/contos, descrevendo como o seu fuckingreatpimp method para pegar mulher é infalível.


Enquanto se diverte com as histórias, avista um dos closes: Hum... dá pra andar de mão dada e apresentar em casa pensa em voz alta enquanto ela o reconhece, ri e comenta com as amigas. Ele sorri levemente e sem mostrar os dentes, acena positivamente com a cabeça respondendo ao “me liga” dela – e ganha o respeito de Bruno.


Enfim aparece Leo, emprestando a jaqueta para a ficante – um legitimo gentleman. E se demoram nas despedidas e troca de números. “Será que vamos perder mais um?  não se desgrudam...” diz Bruno. É bem verdade, e a bem da verdade sim, Gabriel sente uma inveja boa da situação. Conversas, beijos, abraços, desliga você, quartadosofá, filme, vem logo, tô com saudade, não demora, to te esperando, planos, tá bom, nada, beiço, ciúme, brigas, idasevindas. Fim, fossa, poço. Amigos, festas, liberdade. 


Leo se solta, e entram no carro já dia claro. A conversa segue até o sono se mostrar mais forte que Bruno e Leo, deixando Gabriel na companhia da estrada e de uma lata de Red Bull. Casa, banho e cama. “Adorei te conhecer, bjo” lê em voz alta a msg recém recebida dela. Percebe como 95% das coisas que planeja não saem como planejado, e mesmo assim, tudo acontece fucking awesomente bem. Responde a msg sem a certeza para onde nem até quando isso tudo vai – e nem como. E quem sabe do que depende?


Do alto da sua imaturidade, tem como certo apenas o fim e o tempo. Para tudo e para todos. E sabe que ventos certos trarão a onda certa - e ela não vai se atrasar, nem se adiantar.